#NovembroAzul

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CUIDADO!

NEM TODO PRODUTO DIET OU LIGHT PODE SER CONSUMIDO POR DIABÉTICOS. PRESTE ATENÇÃO NOS RÓTULOS E VERIFIQUE SE, DE FATO, O PRODUTO NÃO CONTÉM AÇÚCAR OU GORDURA EM EXCESSO.

Conheça e compreenda

DIABETES MELLITUS ou simplesmente DIABETES é uma doença provocada pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina, que leva a sintomas agudos e a complicações crônicas características. O distúrbio envolve o metabolismo da glicose, das gorduras e das proteínas e tem graves consequências tanto quando surge rapidamente como quando se instala lentamente.

O diabetes está associado a um número elevado de condições que levam a incapacidade física, com perda significativa da qualidade de vida e até risco de complicações graves. É uma das principais causas de insuficiência renal, amputação de pernas, cegueira, doenças cardiovasculares e mortalidade.

Dados estatísticos apontam que em todo o mundo, pelo menos 245 milhões de pessoas são portadoras de Diabetes e um alto percentual vive em países em desenvolvimento. Nos dias atuais se constitui em problema de saúde pública pelo número de pessoas que apresentam a doença, principalmente no Brasil, onde acomete aproximadamente 10% da população entre 30 e 69 anos, atingindo entre 9 a 10 milhões de pessoas, sendo que a metade desconhece o diagnóstico.

Essa é a importância de conhecer, compreender e informar sobre o Diabetes, de forma clara e direta. Aprenda e divulgue!

CONHEÇA E COMPREENDA
Além da água, o corpo humano se alimenta principalmente de outras duas substâncias: o açúcar, que no organismo tem o nome de glicose e o oxigênio. O primeiro é encontrado nos alimentos e o segundo no ar que se respira. Ambos são transportados pelo sangue e distribuídos para todos os órgãos e células do corpo. Nas células ocorre a transformação dessas duas substâncias em ENERGIA, sem a qual nada fazemos, não vivemos.

Para que esta transformação ocorra, é necessário que o açúcar existente no sangue passe para dentro da célula, onde será processado com o oxigênio e transformado em energia. Para que o açúcar possa “entrar” na célula, que não é a casa da mãe Joana, ele precisa de uma chave, de uma senha, de um ingresso ou autorização da portaria. Esta chave é a insulina, encarregada de permitir a entrada do açúcar na célula.

E o que é insulina?
 Insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, com a função de regular a entrada de glicose (açúcar) nas células. Digamos que a insulina é o porteiro de uma casa noturna ou o passaporte para um camarote no carnaval da Bahia.


Quanto mais açúcar consumimos, mais glicose haverá no sangue e maior quantidade de insulina será produzida. Mais passaportes (insulina) para o camarote (célula) serão oferecidos, mas muita gente ficará de fora, na fila de espera. Sem passaporte (insulina) não se entra no camarote (célula).

É assim que ocorre no organismo: quando há excesso de açúcar (glicose) no sangue, o pâncreas tem que aumentar sua capacidade produtiva, aumentando assim a distribuição de insulina, na tentativa de colocar todo esse excedente para dentro do camarote (célula).

E, depois de tanto trabalhar em jornada extra, não há quem não fique cansado. Com o pâncreas não é diferente: trabalhando em excesso, sem descanso ou férias remuneradas, cansa e passa a ter um funcionamento deficitário, produzindo menos ou até se aposentando e parando de produzir insulina. Trocando em miúdos: a insulina vai aumentando, mas sua capacidade vai diminuindo, até que não funcione mais.

E eis que surge o Diabetes: o pâncreas deixa de produzir insulina ou a produção é insuficiente e/ou ineficiente para levar a glicose para dentro das células. Sem açúcar (energia) a célula morre, e o sangue, com excesso de glicose, se transforma numa calda caramelada.

O acúmulo de açúcar no sangue, chamado de hiperglicemia, desequilibra diversas reações químicas que acontecem a todo instante no organismo e pode provocar alterações no funcionamento de vários órgãos. A ausência total ou parcial de insulina interfere não só na queima do açúcar, como também em sua transformação em outras substâncias, como proteínas, músculos e gordura.

TIPOS DE DIABETES
As causas do diabetes ainda são desconhecidas. A doença não tem cura e pode aparecer em qualquer idade. Os tipos mais importantes da doença são:

Diabetes Mellitus Tipo 1 - DMT1
Ocorre quando o pâncreas não produz insulina, ou, quando a produz, é em quantidade tão pequena que não é possível manter o funcionamento normal do organismo. O Diabetes Tipo 1 (DMT1) corresponde a 10% dos casos de diabetes, e a instalação da doença geralmente ocorre na infância e adolescência. Os portadores do Tipo 1 são chamados de insulinodependentes, porque, para controlar as taxas de glicose precisam aplicar injeções diárias de insulina. Não se sabe o quê causa a destruição das células produtoras de insulina do pâncreas ou porquê do diabetes aparecer em certas pessoas e não em outras. Fatores hereditários parecem ter o seu papel, mas o distúrbio, praticamente, nunca é diretamente herdado. Os diabéticos, ou as pessoas com diabetes na família, não devem ter restrições quanto a ter filhos.

Diabetes Mellitus Tipo 2 - DMT2
É a forma mais comum de diabetes e representa cerca de 85% dos casos. O principal motivo que faz com que os níveis de glicose no sangue permaneçam altos está na incapacidade das células musculares e adiposas de aproveitar toda a insulina secretada pelo pâncreas. Assim, muito pouco da glicose presente no sangue é aproveitado por estas células. Esta ação reduzida de insulina é chamada de "resistência insulínica".  Sua incidência é maior em pessoas com mais de 40 anos, no entanto, com a atual epidemia de obesidade infantil, cada vez mais crianças apresentam esse tipo de diabetes. Está associado ao sedentarismo e à obesidade, mas também apresenta um componente genético. Pessoas com pai ou mãe com Diabetes Tipo 2 correm mais risco de desenvolver a doença. Felizmente, boa parte dos pacientes pode controlar o DMT2 com mudança no estilo de vida, aumento de atividade física, perda de peso e dieta adequada. Em alguns casos o tratamento com remédio se torna necessário.

Diabetes gestacional
Quando a intolerância a glicose se instala durante a gravidez. Costuma estar associada ao ganho excessivo de peso durante a gestação. Na maioria das vezes, as pacientes voltam a apresentar glicemia normal no período pós-parto, mas cerca de 5 a 10% das mulheres com diabetes gestacional acabarão desenvolvendo o diabetes tipo 2.

SINTOMAS
Os sintomas de ambos os tipos do diabetes são muito semelhantes. 
Sede excessiva e boca seca, grande aumento do volume urinário, muito cansaço, dores no corpo, tonturas, fraqueza, perda de peso, visão borrada, pouca resistência a infecções e fome acentuada. Náuseas, visão turva, sonolência e diminuição da disposição para praticar atividades físicas, são também sintomas que merecem atenção.

O alto nível de colesterol é outro problema enfrentado pelos diabéticos, que devem então, evitar a ingestão de gorduras saturadas. Existem também medicamentos bastante eficazes no controle de colesterol, que serão prescritos pelo médico conforme a necessidade.


Mas cuidado! O Diabetes é uma doença silenciosa. Às vezes a pessoa não tem nenhum sintoma e pode ser diabética.

FATORES DE RISCO
Existem situações nas quais estão presentes fatores de risco para o Diabetes:
  • Idade maior ou igual a 45 anos
  • História familiar de DM (pais, filhos e irmãos)
  • Sedentarismo
  • DM gestacional prévio
  • Obesidade
  • HDL-c baixo ou triglicerídeos elevados
  • Hipertensão arterial
  • Doença coronariana
  • Filhos com peso maior do que 4 kg, abortos de repetição ou morte de filhos nos primeiros dias de vida
  • Uso de medicamentos que aumentam a glicose (cortisonas, diuréticos tiazídicos e beta-bloqueadores)

COMO DIAGNOSTICAR
Os níveis de insulina produzidos pelo pâncreas variam no decorrer do dia. Aumentam depois das refeições e atingem valores mínimos nas fases de jejum. O objetivo dessas flutuações é manter constantes as taxas de glicose para que não falte energia para as células do corpo. Por isso o controle glicêmico é tão importante.

A dosagem de glicose no sangue é chamada glicemia, e o seu resultado é considerado normal quando a taxa apresenta-se entre 70 e 99mg/dL, na dosagem feita em jejum. De 100 a 125mg/dL, a pessoa é classificada como pré-diabética e, acima disso, uma pessoa completamente doce, ou, diabética.

TRATAMENTO
O objetivo do tratamento é controlar a taxa de glicose no organismo e as alterações metabólicas provocadas pelo diabetes.
O ponto fundamental do tratamento, independente do tipo do diabetes, é obedecer disciplinarmente à dieta alimentar, que deve constar de porcentagens programadas de carboidratos, gorduras e proteínas. Atividades físicas também são recomendadas, mas devem ser feitas após avaliação médica. A insulina, medicação mais conhecida e associada ao diabetes, é essencial para pacientes do tipo 1 e do tipo 2 que não respondem ao tratamento com hipoglicemiantes orais. 
Hoje em dia, é possível monitorar o índice glicêmico em casa com uso de aparelhos eletrônicos seguros e de fácil manuseio. Mas, seu médico deve orientar o procedimento, além de fazer um controle periódico por meio de exames laboratoriais, que devem avaliar hemoglobina glicosilada, glicosúria, dislipidemia, função renal e pressão arterial.

A compreensão da necessidade de uma dieta equilibrada é imprescindível para que não ocorram problemas como hipoglicemia (falta de glicose no sangue) ou carência de outros. Vale ressaltar a importância de evitar a ingestão de doces, se alimentar regularmente e não ficar mais de 3 horas em jejum.

Coma verduras, legumes, saladas, cereais, alimentos integrais e não deixe de realizar atividade física.

EXISTE PREVENÇÃO?
No caso do diabetes do tipo 2, que soma de cerca de 90% dos casos, a prevenção é imprescindível, pois é possível identificar fatores de risco (como hereditariedade) e, a partir daí, adotar comportamentos que diminuam as chances de desenvolvimento da doença. Se na sua família existe algum parente próximo ou distante com histórico de diabetes, as recomendações para prevenção são:
·         Manter o peso controlado;
·         Praticar regularmente atividades físicas;
·         Não fumar;
·         Controlar a pressão arterial;
·         Evitar medicamentos que possa agredir o pâncreas, órgão produtor da insulina.

E não se iluda! O açúcar está presente em outros alimentos, não só nos doces: batata, pão, macarrão, sorvete, vinho, refrigerante, biscoito, farofa, pizza, chope, cachaça, chocolate, etc.










PESSOAS EM RISCO
Histórico familiar da doença
 Excesso de peso
Alimentação pouco saudável 
Sedentarismo




SINAIS DE ALERTA
Falta de energia
Sede excessiva

Perda de peso não intencional

Urinar com freqüência


REDUZA OS RISCOS

Pedalar
Dançar
Nadar
Caminhar
  Mantenha o peso. Evite/reduza o açúcar e consuma fibras e pouca gordura.


Fontes de pesquisa:
Coleção Dr. Dráuzio Varella - Hipertensão e Diabetes - Editora Gold
Dra. Maria Aparecida S. Mendes (RH Vida)


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